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HABILIDADE PARA PROVAR VINHOS

por Armando Catuzzo — Última modificação 19/06/2012 16:45:48

Habilidade para provar vinhos pode ser genética!

Uma pesquisa publicada no American Journal for Enology and Viticulture sugere que a habilidade para degustar vinhos é determinada pelos genes, e que por isso os especialistas sentem o gosto do vinho de forma diferente de pessoas leigas. O estudo foi conduzido pelo professor John Hayes do Departamento de Ciência dos Alimentos do Estado da Pennsylvania e o professor Gary Pickering, da Universidade de climatologia de Enologia e do Instituto de Viticultura. Ambos selecionaram 330 participantes, entre eles críticos de vinhos, pessoas com conhecimento mediano e alguns totalmente leigos, e deram-lhes para provar uma pequena amostra do composto químico 6-n-propliouacil (PROP). Segundo explicaram os professores, este composto químico é utlizado para testar a variação genética da percepção do gosto, visto que a sensibilidade ao PROP está ligado ao gene TAS2R38, responsável pela percepção de sabor. Algumas pessoas acharam a substância sem gosto, enquanto outras acharam amargo em diferentes proporções. "Aqueles que sentiram o PROP intensamente amargo, não só tem uma sensibilidade oral aguçada, mas também podem ser provadores capazes de diferenciar os menores estímulos orais", explicou o relatório dos investigadores. Baseados nas reações a este composto, os responsáveis pelo estudo classificaram os participantes em três grupos: pouco sensíveis, sensibilidade mediana e super-sensiveis. Somente 25% dos participantes acharam o componente amargo, e desses, 10% eram homens. "Isso pode sugerir uma possível discordância no julgamento de qualidade entre os leigos e os especialistas", concluiu o relatório. Por isso, "os consumidores devem tomar cuidado ao adotar as palavras dos especialistas como verdade absoluta para si mesmos".


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